O Festival do Frio da Colmeia

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Eu, como uma Liebee que adora voar a beça, percorrer o jardim e sentir a brisa nas asas, não gosto muito do frio. Mesmo sendo um ancião e tendo passado tantos invernos frios de lascar, continuo sendo um fã do verão, principalmente por causa das férias.

Mas assim como a vida, o clima segue ciclos e estes são até mais fáceis de entender. E agora nessas épocas em que a temperatura começa a cair e toda a colmeia se prepara para dias mais gelados. Antes do frio chegar, guardamos muito mel em nossos favos, reforçamos as paredes da colmeia e procuramos vestimentas mais quentes e ainda assim supimpas!

Porém, junto com o frio, chega uma coisa que adoro: o festival do frio da colmeia. Uma festança supimpa de dois dias que envolve muitas tradições e simbolismos do arco da velha. Quer conhecer? Bacana! Então continue lendo!

Festival do Frio

Tudo começa pela manhã, logo da janela do meu favo já posso ver, uma grande luz posicionada no topo do castelo. Não sei bem como ela vai parar lá, essa é uma tradição que só as Liebees fêmeas sabem (já tive curiosidade de saber, quando era mais serelepe, mas hoje me reservo a admirar).

Depois de admirar aquela bela luz tomando um mel quentinho, chega a parte supimpa do grande último voo da colmeia, nossa despedida do jardim, antes de muitas flores se esconderem do frio e o pólen ficar mais raro: Todos os coletores de pólen (em atividade ou aposentados, como é meu caso), se reúnem na saída da colmeia e fazemos um grande voo buscando um pouco de pólen nas flores! Essa é a parte que acho mais bacana (apesar do vento frio), adoro voar ao lado dos jovens traquinas e até faço umas manobras do balacobaco, mostrando que asa velha também faz pirueta boa!

Voltando a colmeia quando já está escurecendo, brindamos, todos coletores tomam um gole de mel quentinho. Esse é o nosso jeito de aquecer as asas e desejar que a próxima primavera traga pólen a beça ao nosso jardim.

Logo no caminho de volta para o meu favo, sempre olho a luz no topo do castelo. Ela já está um pouco mais fraca do que pela manhã, mas ainda brilha só que mais tímida e encolhida.

Mas essa não é a hora de se encolher nas cobertas, toda Liebee adulta vesta uma beca elegante, separa três potes de mel e sai para presentear: um pote cheio, para quem eu acredito que posso proteger; outro pote pela metade, para quem eu gostaria de ajudar; e o terceiro pote vazio, para uma Liebee a quem eu pediria ajuda.

Como o frio do inverno traz menos pólen e consequentemente menos mel, esse é um ritual de proteção e troca de carinho entre toda a colmeia e claro, meu pote cheio sempre vai para a Melanie, minha amada e eterno broto!

O segundo e último dia do Festival do Frio começa calmo e todas as Liebees estão em seus favos, todas na cozinha, preparando alguma guloseima deliciosa para levar na festa da noite! Eu não entendo patavinas de receitas, mas a Melanie faz um doce batuta chamado pé-de-liebee, me dá água na boca só de pensar.

Ainda tem milho, bolo de mel, mel salgado, geleia derretida no mel, beescoitos… tanta coisa gostosa! São pratos de todo canto da colmeia chegando na festa.

É tradição que as Liebees usem roupas bem quentes, geralmente com gorós e cachecóis bem decorados e festivos, para receber a nova estação com alegria e cores.

E como não pode faltar na colmeia, tem muita dança para toda a patota se mexer e remexer! São coreografias típicas, com casais dançando de mãos dadas, mas todas as Liebees juntas nos mesmos passos e em fila. As vezes até a roupa de frio fica de lado, afinal, essa festança eletrizante aquece as asas.

Nossa festa vai até o raiar do sol e só depois da última Liebee cansar, o Festival do Frio termina!

Quanto a luz no alto do castelo, ela se apaga! Fico de bode com isso, pois nunca consegui ver o momento exato em que isso acontece, mas acho que essa é a ideia, que todo mundo esteja se divertindo tanto e tão aquecidos, que nem consigamos perceber.

 

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Bartolomel Colmeia
Bartolomel Colmeia

Desde tempos antigos polinizo o mundo. Por isso, conheço toda a história da colmeia e de seus maiores polinizadores. Tenho muito para contar e viver, já adianto, basta ter paciência e perseverança para fazer o melhor mel.

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