Jogos Olímpicos e os Refugiados

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Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro estão se aproximando, uma festa cheia de paz, esporte e que representa uma grande união pacífica, entre os mais diferentes povos. Algo importante, principalmente em uma época cheia de conflitos e causas a serem lembradas.

E uma dessas causas estará sendo muito bem representada nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro: os refugiados, pessoas que deixaram tudo para trás, buscando sobreviver e tem a esperança de voltar a sua terra.

Durante essa olimpíada, pela primeira vez, uma equipe composta por 10 atletas refugiados estará competindo, este é o #TeamRefugees:

Yonas Kinde (Etiópia) – Atletismo, Maratona.
Yiech Pur Biel (Sudão do Sul) – Atletismo, 800m.
James Nyang Chiengjiek (Sudão do Sul) – Atletismo, 400m.
Anjelina Nada Lohalith (Sudão do Sul) – Atletismo, 1500m.
Rose Nathike Lokonyen (Sudão do Sul) – Atletismo, 800m.
Paulo Amotun Lokoro (Sudão do Sul) – Atletismo, 1500m.
Yolande Bukasa Mabika (RD Congo) – Judô, -70kg.
Popole Misenga (RD Congo) – Judô, -90kg.
Rami Anis (Síria) – Natação.
Yusra Mardini (Síria) – Natação.

Popole Misenga, refugiado da República Democrática do Congo que estará competindo nos Jogos Olímpicos

Inclusive, durante abertura dos jogos eles serão a penúltima delegação a se apresentar, antes dos anfitriões, sob o hino e a bandeira do comitê olímpico internacional COI. Lembrando a todos que, em uma festa de nações, existem pessoas que estão longa de sua terra Natal, contra a própria vontade.

Yusra Mardini, refugiada da Síria que estará competindo nos Jogos Olímpicos

Tem até um canal, cheio de vídeos emocionantes, contando a história de cada um deles:

Isso é uma iniciativa linda, que merece muitos aplausos. É sempre importante lembrar e sensibilizar o mundo sobre a situação dos refugiados, até para que eles sejam ainda mais aceitos nos países que os recebem.

E olha, essa delegação pode ficar ainda mais incrível, por iniciativa de dois brasileiros, a Caroline Rebello e Artur Lipori, publicitários de Curitiba que atualmente moram em NY. Eles tiveram a ideia do projeto The Refugee Nation, para dar a esses atletas uma bandeira e um hino. Legal né?

Mas fica melhor: ao invés de eles mesmos criarem o hino e a bandeira, convidaram dois refugiados para fazerem isso. O primeiro foi Moutaz Arian, um compositor sírio, vivendo como refugiado em Istambul e a Yara Said, uma jovem artista refugiada síria, vivendo atualmente em Amsterdã.

O #TeamRefugees adorou, com lágrimas, abraços emocionados e um carinho comovente. Tem um vídeo da reação deles aqui.

A ideia é que, essa bandeira e hino possam fazer parte da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. Tudo depende do COI aceitar que os símbolos entrem, mas mesmo que isso não aconteça, essa já é uma história de vitória.

E aí, por quem você vai torcer nas olimpíadas? Eu já sou do #TeamRefugees, em qualquer esporte!

Herói
Herói

Minha identidade são minhas atitudes. Não combato o crime ou enfrento palhaços malucos, mas com o meu raio polinizador ajudo a tornar o mundo melhor e cheio de mel. Também faço parte da equipe do Polen.

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