Moradores de Rua e Seu Grande Coração

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Nas mais diversas cidades, sejam elas pequenas ou grandes, infelizmente é muito comum vermos moradores de rua. Pessoas que já perderam tudo e só podem tentar sobreviver, com todas as dificuldades que a vida pode trazer, incluindo preconceito e descaso.

Mas se olharmos de perto, também podemos ver neles atitudes polinizadoras, porque afinal, antes de tudo eles são seres humanos e como tal, capazes de muito amor e nobreza.

Uma dessas atitudes lindas vem das ruas frias, na cidade de São Paulo. Nessa época de inverno as temperaturas caem muito, principalmente nas madrugadas. E para atender essas pessoas a prefeitura da cidade disponibiliza 79 abrigos com 11,5 mil vagas, no total.

Foto: Edu Leporo, do Projeto Moradores de Rua e Seus Cães

Mas mesmo assim, muitos se recusaram a dormir nos abrigos, e o motivo é de partir o coração: Os abrigos não aceitavam cachorros e gatos, e os moradores de rua se recusavam a abandonar seus amigos de quatro patas ao relento nessas épocas de frio.

Em reportagem recente, li alguns depoimentos lindos, de emocionar:

“Posso passar frio, o jeito que for, mas junto com eles. Já que não tem vaga pra eles, não tem vaga pra mim”, Rogério Benedito Moreira.

“O albergue não aceita animal. Eu não vou deixar meu amigo fiel, que cuida de mim de noite, entendeu, acho que é injusto, né? É um animal, um companheiro, ele protege, ele late”, Rodrigo Silva de Assis.

E parece que com essa recusa, alguns lugares começaram a mudar suas regras e estão aceitando a entrada dos animais de estimação, mais uma vitória para o amor!

E mesmo em casos isolados, podemos ver atos de polinização. Uma amiga da colmeia me mandou recentemente uma outra história, da cidade de São Vicente, litoral de São Paulo.

Devido a alguns problemas na administração, as ruas e praças da cidade tem sofrido com a falta de limpeza e abandono, algo que deixa as pessoas indignadas, com toda a razão. E no meio disso tudo, na Praça Coronel Lopes, uma das mais importantes da cidade e que fica em frente a uma escola, um morador de rua chamado Carlos resolveu agir por conta própria e ele mesmo limpar o local, sem ganhar nada por isso.

Quando perguntado o porque, ele respondeu:

“Aqui é minha casa, e tenho que mantê-la limpa e principalmente em frente a escola, onde nós aprendemos tudo!”, Carlos.

Uma ação e uma resposta cheias de nobreza e que devem ser um ponto de reflexão, tanto pela atitude como por quem as realiza.

Algumas pessoas ainda vem moradores de rua como indignas de respeito ou atenção, uma atitude preconceituosa e que tem que mudar. Esses bons exemplos que se somam a tantos outros, mostram que eles são pessoas normais, com uma história triste e difícil, mas acima de tudo humanas e cheias de amor em sua essência.

 

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Herói
Herói

Minha identidade são minhas atitudes. Não combato o crime ou enfrento palhaços malucos, mas com o meu raio polinizador ajudo a tornar o mundo melhor e cheio de mel. Também faço parte da equipe do Polen.

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